Bahia

Transporte urbano em Eunápolis volta a circular nesta terça; serviço foi suspenso por causa de ônibus incendiado

O serviço de transporte coletivo urbano em Eunápolis, cidade no sul da Bahia, voltou a circular pelo município na manhã desta terça-feira (27), após ter sido suspenso por causa de um ônibus que foi incendiado na segunda (26).

O veículo, da empresa GWG, foi queimado no bairro Juca Rosa e fazia a linha Aeroporto – Rodoviária. Testemunhas que estavam no coletivo disseram à polícia que um homem armado e encapuzado entrou no ônibus, mandou todos saírem e colocou fogo no veículo. Ninguém ficou ferido.

O ataque aconteceu em frente à creche da Irmã Terezinha, que atende crianças com vulnerabilidade. O calor e as chamas atingiram um poste de energia elétrica e parte da vegetação da creche. Não há registros de intoxicação por fumaça nas crianças.

Nesta terça, Adelson Cirilo, dono da empresa de ônibus, se reuniu com as Polícias Civil, Militar, Guarda Municipal e Secretaria de Trânsito e Transportes, e pediu mais segurança.
“Eu preciso de viaturas nas ruas, preciso de policiais, para que tenha o direito de garantia e segurança da população. Porque não é só o patrimônio, mas sim a vida que está acima do patrimônio. Preciso saber se o comando está com essas condições de segurança, se não tiver, eu também não posso botar a população em jogo”, contou Adelson.

A Polícia Militar garantiu intensificar as rondas na região. O comandante da PM, major Wagner Ribeiro, acredita que o ataque ao ônibus tenha sido em represália a uma operação da polícia realizada 3h antes do incêndio. Dois homens morreram em confronto.

“Infere-se que o fato esteja ligado a outro porque os criminosos usam essa tática em represália às ações da Polícia Militar. A PM, Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica estão emanados no combate ao crime e estamos intensificando ainda mais o policiamento”, explicou o major Wagner Ribeiro.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o ataque ao ônibus.

“Por enquanto, há participação apenas de uma pessoa. Estamos verificando também se há outras pessoas envolvidas, se houve alguma determinação de algum líder do tráfico”, disse Moisés Damasceno, coordenador da 23ª Coordenadora de Polícia do Interior (Coorpin).

Fonte: G1 Bahia.

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