Renan Calheiros diz que somente ‘aliados do vírus’ devem se preocupar com CPI da Covid

Renan Calheiros diz que somente ‘aliados do vírus’ devem se preocupar com CPI da Covid

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quinta-feira (29) que somente “aliados do vírus” devem se preocupar com os trabalhos da comissão.

Renan deu a declaração, ao lado de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, após apresentar à imprensa o plano de trabalho do colegiado, que prevê seis linhas gerais de investigação.

“Só devem ter preocupação os aliados do vírus. Quem não foi aliado do vírus não deve ter nenhuma preocupação”, disse o relator.
A afirmação sobre “aliados do vírus” foi feita após Renan ter sido questionado sobre manifestações de grupos militares com críticas ao Congresso e à comissão (veja abaixo). Antes, o senador deixou claro que o objetivo da CPI não é investigar as Forças Armadas.

“Essa narrativa do governo está completamente errada, equivocada. Ela objetiva apenas uma propaganda. Eu ontem deixei claro, e todos os membros da comissão parlamentar de inquérito também, que nós não vamos investigar instituições, não vamos investigar pessoas. Nós vamos conferir fatos. Esse é o papel da comissão parlamentar de inquérito”, declarou.
Em uma rede social, o senador governista Ciro Nogueira (PP-PI) criticou a decisão de Renan Calheiros de não submeter o plano de trabalho à votação da comissão.

“Na democracia, sobretudo no parlamento, tudo se decide pelo voto. Fora isso, são ritos institucionais. Pela democratização no plano de trabalho da CPI. Planos outorgados cheiram a despotismo”, escreveu.

CPI e militares
A comissão tem entre seus alvos principais o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que é general da ativa do Exército e deve prestar depoimento na próxima quarta-feira (5). Calheiros já afirmou que o general teve um desempenho “horroroso” no enfrentamento ao coronavírus.

Na mesma linha, o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse acreditar na “lealdade” das instituições armadas do Brasil ao estado democrático de direito.

“Isso é irreversível no país desde a redemocratização. Então, não tem nenhum interesse e nem terá, não está sob análise, sob investigação o Exército Brasileiro, as instituições militares”, disse.

Nesta quinta, a CPI aprovou uma série de pedidos de informação a instituições. Entre eles, há um requerimento de Randolfe para que o Comando do Exército encaminhe todos os documentos, incluindo contratos e termos de cooperação, relativos à produção e distribuição relacionados aos medicamentos utilizados para Covid-19.

Os militares atuaram na produção de cloroquina, remédio cuja ineficácia contra a Covid já foi cientificamente comprovada.

Um segundo requerimento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), pede ao Ministério da Defesa uma série de informações relativas à produção, distribuição e estoque de cloroquina.

Em nota intitulada “Pensamento do Clube Militar” divulgada nesta quarta-feira (28), o presidente do Clube Militar, general de divisão Eduardo José Barbosa, criticou a instalação da CPI da Covid e comparou o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), aos chefes de duas facções criminosas do Brasil.
Em uma rede social, o senador governista Ciro Nogueira (PP-PI) criticou a decisão de Renan Calheiros de não submeter o plano de trabalho à votação da comissão.

“Na democracia, sobretudo no parlamento, tudo se decide pelo voto. Fora isso, são ritos institucionais. Pela democratização no plano de trabalho da CPI. Planos outorgados cheiram a despotismo”, escreveu.

CPI e militares
A comissão tem entre seus alvos principais o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que é general da ativa do Exército e deve prestar depoimento na próxima quarta-feira (5). Calheiros já afirmou que o general teve um desempenho “horroroso” no enfrentamento ao coronavírus.

Na mesma linha, o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse acreditar na “lealdade” das instituições armadas do Brasil ao estado democrático de direito.

“Isso é irreversível no país desde a redemocratização. Então, não tem nenhum interesse e nem terá, não está sob análise, sob investigação o Exército Brasileiro, as instituições militares”, disse.

Nesta quinta, a CPI aprovou uma série de pedidos de informação a instituições. Entre eles, há um requerimento de Randolfe para que o Comando do Exército encaminhe todos os documentos, incluindo contratos e termos de cooperação, relativos à produção e distribuição relacionados aos medicamentos utilizados para Covid-19.

Os militares atuaram na produção de cloroquina, remédio cuja ineficácia contra a Covid já foi cientificamente comprovada.

Um segundo requerimento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), pede ao Ministério da Defesa uma série de informações relativas à produção, distribuição e estoque de cloroquina.

Em nota intitulada “Pensamento do Clube Militar” divulgada nesta quarta-feira (28), o presidente do Clube Militar, general de divisão Eduardo José Barbosa, criticou a instalação da CPI da Covid e comparou o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), aos chefes de duas facções criminosas do Brasil.

Fonte: G1

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