O sertão baiano perde o decano da Advocacia, Dr. Eutrópio Oliveira

O sertão baiano perde o decano da Advocacia, Dr. Eutrópio Oliveira

O dia 27 de abril de 1924 foi diferente na fazenda Gameleira. Um lugar que pertenceria a seguir a três cidades diferentes: era então Caetité, depois passou a ser Riacho de Santana e, finalmente, Igaporã: ali nascia Eutrópio Neves Oliveira.

Seu nome incomum homenageava um médico e político que fizera carreira na cidade Palmeiras, na Chapada e que viria a conhecer menino em casa do chefe político de Caetité, Ovídio Teixeira.
Estudou no “Colégio do Padre Palmeira” (em Caetité e Vitória da Conquista) e ingressou na Faculdade de Direito da Bahia em 1943, formando-se na mesma turma que teve os conterrâneos Paulo Souza (futuro desembargador) e Joaquim Batista Neves (que dá nome ao TCE), e ainda duas grandes figuras da ciência baiana: Milton Santos e Cid Teixeira.

No sertão para onde voltou, exerceu a advocacia toda a vida, laborando em toda a região e “batizando” aqueles que chegavam sob a sua orientação, como o Dr. Custódio Lacerda Brito, granjeando amizades eternas.
Em 2001, como membro Emérito, ingressa na Academia Caetiteense de Letras, entidade à qual sempre emprestou seu apoio. Em 2014 a subseção local da OAB homenageou-lhe com o nome de sua sala no Fórum Cezar Zama. Sua biografia está imortalizada no livro do escritor riachense José Boa Sorte Farias.

O dia 1º de fevereiro de 2021 assim, representa a perda de um homem que marcou a vida social caetiteense e sertaneja, naquilo que ela sempre teve de melhor. Com quase 97 anos de vida, Dr. Eutrópio deixa uma lacuna também no coração daqueles que o conheciam e admiravam.

Por André Koene

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