De olho em abertura de canal com Neto, Ciro sinaliza com compensação para PP deixar governo Rui Costa

De olho em abertura de canal com Neto, Ciro sinaliza com compensação para PP deixar governo Rui Costa

Com o posicionamento de Ciro, considerado no PP “o primeiro ministro” do governo Jair Bolsonaro, a decisão quanto a marchar com Neto ou ficar na base passou a ser basicamente de Leão, em torno de quem, pela primeira vez nesta campanha, todo o PP se uniu em solidariedade.

Das bancadas federal e estadual aos prefeitos progressistas, passando por lideranças do interior, todos acham que o vice-governador foi “humilhado” pelo PT e o senador Jaques Wagner (PT), que teriam “passado de todos os limites” em relação a qualquer possibilidade de manter o partido como aliado.

Depois de sinalizar reservadamente várias vezes a Rui que não fazia sentido ele disputar o Senado entregando o governo a Leão, Wagner, representando o pensamento unânime do PT, assumiu a liderança do processo e estabeleceu que o governador permaneceria no governo e o partido teria candidato próprio à sucessão estadual.

O anúncio jogou por terra uma combinação que envolvia apenas – agora, se sabe – Rui e Leão, abrindo uma crise, pelo que se comenta nos bastidores do PP, irreversível. Há informações de que Leão, de fato, já passou a maturar a ideia do rompimento, em decorrência da grande pressão que tem recebido dos correligionários.

Ele hoje pode usar o argumento de que foi excluído e traído pelo PT para justificar a adesão a Neto, o que o senador Otto Alencar (PSD), cuja reeleição também pode ter sido colocada em perigo com a retirada da candidatura de Wagner ao governo em favor de um nome que os petistas ainda não escolheram, não tem, por exemplo, como alegar.

O líder do PP, no entanto, deve ter, primeiro, um encontro com Lula para dizer que, lamentavelmente, não teve o tratamento adequado dos representantes de seu partido na Bahia, apesar de todo o respeito e consideração que sempre devotou ao ex-presidente, em particular, e aos petistas baianos, em geral.

Na chapa de Neto, Leão pode assumir a candidatura ao Senado ou indicar o vice, já que não pode mais concorrer ao cargo que exerceu em dois mandatos consecutivos ao lado do PT. Seu filho, o deputado federal Cacá, muito prestigiado por Ciro, é também avaliado para concorrer em seu lugar.

Política Livre

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