Crise impulsionada pela pandemia deverá provocar novo aumento nos preços do trigo, gordura, açúcar e embalagens

Crise impulsionada pela pandemia deverá provocar novo aumento nos preços do trigo, gordura, açúcar e embalagens

O reflexo da crise alavancada pela pandemia provocada pelo novo coronavírus tem sido maior em alguns setores da econômica, especialmente na área alimentícia que vem sofrendo com aumentos sucessivos, os quais vêm encarecendo ainda mais os itens da cesta básica.

Com isso, o “pãozinho nosso de cada dia” tem ficado mais salgado devido ao preço da farinha de trigo que tem aumentado sucessivamente durante a pandemia e por conta do dólar. Além dela, outros insumos, como a gordura que faz parte dos ingredientes do pão, subiu 100%, além da margarina, que aumentou 30%, o açúcar 50%, até as embalagens, no mesmo percentual.

No caso do trigo, como o Brasil não é autossuficiente na produção, necessita de importação da matéria-prima, sendo que mais da metade do que é consumido no país é importado da Argentina.

Diante disso, o setor de panificação, inevitavelmente, terá que repassar o custo ao cliente final, pois, a realidade de aumentos consecutivos vem desde o início da pandemia, apesar de que vale ressaltar que o setor vem fazendo o “possível e o impossível” para que o consumo possa continuar, sem afetar demais o bolso da clientela que é composta na base da pirâmide, que são as classes C e D.

Outro fator que tem que ser levado em conta é que o preço das embalagens também subiu porque a maioria é feita do mesmo material que a seringa e outros materiais hospitalares, o que vem sendo elencado como prioridade.

Então, por mais que se façam todos os esforços para evitar aumentos no produto final, não haverá outra saída, mas, fica a esperança que a pandemia será brevemente controlada e os preços poderão voltar aos patamares anteriores.

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